Nos últimos tempos, me encontrei na pedagogia, vi com outros olhares como esse curso pode proporcionar coisas diferentes para pessoas diferentes. Nesse olhar que me encontro pude ter relações novas, perspectivas diferentes e alteradas e experiências em sala de aula com outras visões. Na atual disciplina pude interligar até mesmo meus gostos e quereres por fora, atualmente estudando com um foco teórico em epistemologias negras e anticoloniais, pude compreender como certas coisas e situações estão enraizadas em nossa cultura, no cotidiano e nas relações pessoais e sociais, diante disso, pude analisar a disciplina de ensino de geografia e história através de uma análise pessoal, em que o professor em suas aula traz muito do seu próprio saber e costumes, entretanto sempre busca enaltecer o protagonismo do aluno em sala de aula.
Em momentos como as minis aulas, em que a horizontalidade enaltece os alunos, seus saberes prévios e interesse, é explorado o lado que rotineiramente buscam esconder, até mesmo buscam apagar.
Na última mini aula, pudemos explorar o universos da ancestralidade e da comemoração do São João, data festiva e marcante para nós brasileiros e em específico, do nordeste. O momento, que contemplou atividades como desenho, retomada de lembrança e novas aprendizagens, conversam com outros momentos em sala de aula em que a voz do aluno é escutada, e que busca valorizar essas vivências e conhecimentos, especialmente aqueles transmitidos entre gerações, reconhecendo a importância dos saberes populares e das heranças culturais presentes no cotidiano dos alunos, contribuindo para que se percebam como sujeitos pertencentes e produtores de cultura.
Práticas como o de planejamento coletivo e aula de leituras, tornaram o ambiente mais agradável e mais sociável pro aluno, permitindo a expressão de suas ideias. Essa ideia dialoga com meus ideais de pesquisa, em que perambula pela concepção de interseccionalidade e transversalidade das coisas, compreendendo como um objeto, sujeito, disciplina e vivências se conectam um com outro. Dessa forma, acredito que esteja sendo construído dentro da sala de aula um ambiente favorável à criticidade dos alunos, de modo que seja levado para fora de sala, como novas perspectivas de enxergar o que é aula, qual ponto de partida, e quem é o verdadeiro protagonista da educação.
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