O novo ciclo iniciou-se com uma atividade proposta pelo professor, na qual a turma foi dividida em grupos. Cada grupo recebeu uma cópia de um livro didático de Geografia utilizado nos anos iniciais do Ensino Fundamental e foi convidado a analisá-lo. Em seguida, respondemos a algumas questões, como: o que achávamos dos conteúdos apresentados no livro e se nos sentíamos seguros para ministrar uma aula a partir daquele material.
Durante a discussão com meu grupo, percebemos aspectos positivos na obra analisada. O livro abordava temas atuais, como a evolução da tecnologia, apresentava gráficos relacionados às regiões do Brasil e estabelecia relações interdisciplinares com a Língua Portuguesa por meio de gêneros textuais, como o jornal. Além disso, consideramos que nos sentiríamos seguros para trabalhar aqueles conteúdos, pois o material apresentava uma linguagem acessível e oferecia diversas orientações pedagógicas para auxiliar o professor no desenvolvimento das aulas.
Posteriormente, formamos uma roda de conversa para compartilhar nossas análises com a turma. Ao final da atividade, o professor questionou por que acreditávamos que ele havia proposto aquela experiência. Depois de algumas tentativas de resposta, ele explicou que o objetivo era mostrar que, muitas vezes, sentimos receio em relação aos conteúdos, mas somos capazes de ensiná-los, especialmente quando contamos com recursos pedagógicos adequados, como os livros didáticos. Essa atividade contribuiu para aumentar minha confiança em relação à futura prática docente.
No ciclo de estudos, realizei a leitura do livro Como ser um educador antirracista, de Bárbara Carine. A obra apresenta reflexões sobre o papel dos educadores na construção de uma educação antirracista e destaca a importância de desenvolver práticas pedagógicas que valorizem a diversidade e promovam a equidade no contexto escolar. A leitura ampliou minha compreensão sobre a responsabilidade social do professor e sobre a necessidade de construir ambientes educacionais mais inclusivos. Em seguida, foram organizadas as duplas responsáveis pela miniaula. Todas as duplas se voluntariaram para participar, e eu e Annie escolhemos desenvolver a etapa da atividade principal.
Considerando o período festivo de junho, decidimos elaborar uma proposta relacionada à Festa Junina. Para garantir a coerência entre os momentos da aula, dialogamos com as duplas responsáveis pela acolhida e pela reflexão, planejando conjuntamente todas as etapas. Na véspera da aplicação, apresentamos nossas ideias à turma em uma roda de conversa e recebemos sugestões que contribuíram para aperfeiçoar o planejamento. No dia da miniaula, a acolhida consistiu em uma oficina de confecção de bandeirinhas juninas. Em seguida, realizamos um pequeno arraiá com comidas típicas e músicas juninas, criando um ambiente acolhedor e descontraído.
Na atividade principal, dividimos a turma em grupos representando as cinco regiões do Brasil. Cada grupo recebeu cartões com elementos típicos das festas juninas e precisou identificar a qual região eles pertenciam, além de confeccionar uma placa representando sua região. A participação dos colegas foi intensa e demonstrou interesse em conhecer as diferentes manifestações culturais presentes no país. Por fim, a etapa de reflexão propôs que os grupos registrassem, em post-its, sentimentos relacionados a essa época do ano e compartilhassem suas percepções.
Essa experiência foi muito significativa para mim. Além de fortalecer minha confiança ao planejar e conduzir atividades, permitiu relacionar a prática com conhecimentos estudados ao longo do curso, especialmente sobre interdisciplinaridade, valorização da cultura brasileira e construção de experiências de aprendizagem participativas. Dessa forma, a mini aula contribuiu para minha formação docente, mostrando a importância do planejamento colaborativo e de práticas que promovam o protagonismo dos estudantes.
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