terça-feira, 5 de maio de 2026

APRENDIZAGENS EM MOVIMENTO (Emily Braga)

Ao longo das aulas, o professor dirigiu a disciplina de forma dinâmica e participativa com os alunos. Houve a introdução de músicas, de dinâmicas em grupo e isso gerou uma abertura para que todos participassem do processo de aprendizagem, o que ficou mais natural e coletivo, fugindo de uma lógica mais engessada de ensino. Em outros momentos, atividades como alongamentos após o intervalo e partilhas de ideias em formato de roda contribuíram para resgatar uma sensação de coletividade que muitas vezes se perde no cotidiano acadêmico. Houve também um momento muito interessante em que o professor nos organizou em grupos e escreveu frases geradoras no quadro. A partir das respostas, cada colega fazia perguntas com base no que o outro havia escrito, o que gerou trocas significativas e até alguns questionamentos pessoais.

Nesse contexto, tivemos a leitura dos memoriais da turma. Cada um escreveu sobre sua própria trajetória e, em roda, realizamos uma leitura silenciosa desses textos. Foi um momento que me marcou bastante, principalmente pela emoção de conhecer as vivências de colegas com quem convivo há bastante tempo, mas com quem ainda não tinha tido uma aproximação mais profunda. Foi interessante conhecer a história de vida de cada um, entender suas motivações, seus sonhos e suas dificuldades. Apesar de ter sentido certa vergonha ao compartilhar o meu memorial, compreendi a importância da atividade para a turma e fiquei feliz de participar. 

Pensando nos ciclos de aprendizagem, o primeiro foi marcado pela escolha de dois livros. Infelizmente, por motivos pessoais, não consegui participar desse momento, mas, pelo que ouvi dos amigos e pelo que pude ler depois, foi uma experiência legal e interessante. No segundo ciclo, houve uma participação mais ativa de alguns integrantes da turma, que realizaram uma mini aula sobre Brasil Colônia, Império e República. Nesta atividade, fizemos uma linha do tempo e também um jogo de perguntas sobre os três períodos, com direito a um prêmio, embora todos tenham sido contemplados com o chocolate no final. A mini aula encerrou-se com uma pequena reflexão sobre o que aprendemos, que no caso foi o que relembramos sobre o conteúdo estudado. 

Também houve momentos de organização do cronograma das aulas e de discussão sobre o Espaços-Tempos de Trabalhadoras(es)-Estudantes (ETTE), uma revista criada pelo professor, na qual nós, estudantes, temos liberdade criativa para compartilhar aspectos do nosso cotidiano, seja por meio da escrita, da música, da pintura, da fotografia, de contos e de outras formas de linguagens. 

Ao olhar para esses ciclos, consigo perceber com mais clareza a importância dessa disciplina na nossa formação docente, principalmente por ela conseguir articular a teoria e a prática de forma mais dinâmica e concreta, além de nos conectar com uma educação mais humana e empática. No campo mais pessoal, me senti acolhida durante a disciplina. Mesmo não estando presente em todos os momentos, consegui me reconhecer como parte do grupo e participar das propostas, sabendo que vou levar comigo tudo o que vivi e aprendi.


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