Ao iniciar uma disciplina de Ensino de História e Geografia,
imaginei encontrar metodologias, estratégias, mapas, conteúdos,
formas de ensinar o tempo, o espaço, os territórios
e os acontecimentos que atravessam a humanidade.
Mas, aos poucos,
as aulas foram revelando muito mais.
Antes mesmo dos conteúdos,
o professor parecia preocupado em nos ensinar
os sermos mais humanos.
Humanos diante da escuta.
Humanos diante do outro.
Os humanos diante da responsabilidade
de educar vidas e transformar realidades.
A cada encontro,
ele foi criando caminhos para que pudéssemos falar
sobre nossos sentimentos, inseguranças, angústias e expectativas.
E, sem percebermos,
a sala deixou de ser apenas uma turma universitária
para se tornar um espaço de acolhimento, diálogo e construção coletiva.
As funções divididas durante as aulas
faziam cada um de nós sentir-se parte do processo.
Não existia apenas quem ensinava
e quem aprendia.
Todos participaram da construção daquele momento,
fazendo da aula um espaço vivo e compartilhado.
As rodas de conversa ampliaram ainda mais esse sentimento,
pois ali nossas vozes tinham valor,
nossas experiências tinham espaço
e até nossos silêncios eram compreendidos.
Entre tantas atividades marcantes,
o memorial da vida acadêmica foi uma das experiências
mais marcantes.
Ao revisitar nossa trajetória,
percebemos algumas dificuldades, medos, sonhos e desafios
até chegar aqui.
Enquanto estávamos os escritos,
era possível perceber a emoção espalhada pela sala.
Cada história carregava marcas, superações , dores e sonhos.
Naquele instante, compreendi que formar-se professora
também exige revisitar quem somos
e considerar a caminhada que nos constituiu até aqui.
Outra atividade que nos atravessou profundamente
foi a dinâmica a partir das perguntas:
“o que eu quero mudar no mundo?”,
“no ensino de História e Geografia?”
e “em mim?”.
Enquanto o papel circulava entre nós,
as respostas iam se encontrando,
se completando,
se inquietando.
Foi impossível não refletir
sobre nosso papel enquanto futuros pedagogos
e também enquanto sujeitos sociais.
Mais do que responder perguntas,
aquele momento despertou em nós
o desejo de transformação,
de mudança e de compromisso com a realidade ao nosso redor.
Também aprender a valorizar nossas vivências
através da ETTE — Espaços-Tempos de Trabalhadores Estudantes,
por meio das diferentes linguagens.
Fazendo perceber que nossas experiências, memórias e trajetórias
também foram produzidas
e possuem valor dentro desse processo.
Escolher as leituras a partir de nossos próprios interesses
pensados em nossos estudos em algo mais significativo, afetivo e estimulante..
As miniaulas nasceram essas escolhas,
da curiosidade, da partilha
e do desejo coletivo de aprender.
Ao refletir sobre toda essa trajetória,
noto como todas as experiências conversaram
com ideais pedagógicos que foram apresentados,
especialmente aquelas que defendem
o protagonismo,
a aprendizagem significativa
e a construção coletiva do conhecimento.
Mais do que temas,
essa experiência é escuta, autonomia e colaboração.
E talvez Paulo Freire tenha razão,
imaginei encontrar metodologias, estratégias, mapas, conteúdos,
formas de ensinar o tempo, o espaço, os territórios
e os acontecimentos que atravessam a humanidade.
Mas, aos poucos,
as aulas foram revelando muito mais.
Antes mesmo dos conteúdos,
o professor parecia preocupado em nos ensinar
os sermos mais humanos.
Humanos diante da escuta.
Humanos diante do outro.
Os humanos diante da responsabilidade
de educar vidas e transformar realidades.
A cada encontro,
ele foi criando caminhos para que pudéssemos falar
sobre nossos sentimentos, inseguranças, angústias e expectativas.
E, sem percebermos,
a sala deixou de ser apenas uma turma universitária
para se tornar um espaço de acolhimento, diálogo e construção coletiva.
As funções divididas durante as aulas
faziam cada um de nós sentir-se parte do processo.
Não existia apenas quem ensinava
e quem aprendia.
Todos participaram da construção daquele momento,
fazendo da aula um espaço vivo e compartilhado.
As rodas de conversa ampliaram ainda mais esse sentimento,
pois ali nossas vozes tinham valor,
nossas experiências tinham espaço
e até nossos silêncios eram compreendidos.
Entre tantas atividades marcantes,
o memorial da vida acadêmica foi uma das experiências
mais marcantes.
Ao revisitar nossa trajetória,
percebemos algumas dificuldades, medos, sonhos e desafios
até chegar aqui.
Enquanto estávamos os escritos,
era possível perceber a emoção espalhada pela sala.
Cada história carregava marcas, superações , dores e sonhos.
Naquele instante, compreendi que formar-se professora
também exige revisitar quem somos
e considerar a caminhada que nos constituiu até aqui.
Outra atividade que nos atravessou profundamente
foi a dinâmica a partir das perguntas:
“o que eu quero mudar no mundo?”,
“no ensino de História e Geografia?”
e “em mim?”.
Enquanto o papel circulava entre nós,
as respostas iam se encontrando,
se completando,
se inquietando.
Foi impossível não refletir
sobre nosso papel enquanto futuros pedagogos
e também enquanto sujeitos sociais.
Mais do que responder perguntas,
aquele momento despertou em nós
o desejo de transformação,
de mudança e de compromisso com a realidade ao nosso redor.
Também aprender a valorizar nossas vivências
através da ETTE — Espaços-Tempos de Trabalhadores Estudantes,
por meio das diferentes linguagens.
Fazendo perceber que nossas experiências, memórias e trajetórias
também foram produzidas
e possuem valor dentro desse processo.
Escolher as leituras a partir de nossos próprios interesses
pensados em nossos estudos em algo mais significativo, afetivo e estimulante..
As miniaulas nasceram essas escolhas,
da curiosidade, da partilha
e do desejo coletivo de aprender.
Ao refletir sobre toda essa trajetória,
noto como todas as experiências conversaram
com ideais pedagógicos que foram apresentados,
especialmente aquelas que defendem
o protagonismo,
a aprendizagem significativa
e a construção coletiva do conhecimento.
Mais do que temas,
essa experiência é escuta, autonomia e colaboração.
E talvez Paulo Freire tenha razão,
a educação não transforma o mundo.
mas muda as pessoas e as pessoas transformam o mundo.
mas muda as pessoas e as pessoas transformam o mundo.
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