Ao iniciarmos a cadeira de Ensino de História e Geografia, era esperado uma disciplina com uma essência puramente teórica. Todavia, ao decorrer das aulas, pude perceber a importância do professor ir além do conceitual, mas também de adentrar em outros aspectos do “ser humano-professor”.
A partir das dinâmicas em sala, foi possível conhecer um pouco mais da nossa turma, além de praticar atividades diversas. Chegar a sala de aula e estar em roda, cantando uma música e falar sobre sentimentos realmente foge do modelo universitário tradicional, onde o propósito é apenas a aprovação. Essas práticas ampliam as possibilidades pedagógicas e promovem reflexões sobre nossa identidade enquanto sujeitos e futuros docentes.
Uma das propostas foi a construção de um memorial, o qual possibilitou revisitar trajetórias pessoais e refletir sobre os caminhos que nos levaram à Pedagogia. A leitura dos memoriais foi um momento marcante, permeado por respeito e sensibilidade. Nesse processo, pude relembrar a minha paixão pela escrita, um interesse cultivado desde a infância, mas que foi ofuscado pela rotina.
Com o início de um novo ciclo, podemos desenvolver um momento de estudo baseado em obras do nosso interesse, relacionadas à disciplina. Essa proposta favoreceu uma imersão no universo da leitura e maior aprendizado, além de ter um momento só para restaurar a leitura interessada, o que muitas vezes passa despercebida pela elevada quantidade de materiais para ler durante o semestre.
A partir dessa atividade, também foi possível estabelecer uma ponte entre os estudantes e as bibliotecas públicas, espaços nem sempre explorados em sua totalidade e com essa prática, podemos nos ambientar ainda mais na universidade. Nesse processo, consegui me sentir muito bem e feliz em poder me sentir parte da UFC, já que sinto que as outras obrigações acabam me engolindo como universitária e não é possível realmente adentrar nas possibilidades oferecidas pela universidade.
Após o estudo, houve o sorteio de duplas para realizar atividades voltadas para o ensino de História e o Geografia. De primeira, fui sorteada, para a realização da atividade principal. Com a minha dupla, consegui desenvolver um momento de visitação a conteúdos do ensino médio, voltados para os períodos históricos do Brasil. A partir disso, trouxemos a construção de uma linha do tempo e questionário com objetivo de estimular a memória e reflexão dos colegas. Fiquei contente com os comentários da turma, que gostaram da dinâmica e foi um momento de aprendizagem significativo sobre assuntos que acabaram se perdendo, já que não é o foco do curso.
Com isso, chegamos ao relato de experiência, onde podemos refletir sobre os sentimentos vivenciados durante as aulas e sua relevância para nossa formação docente. E, devo dizer, que participar dessa disciplina está sendo um misto de emoções e surpresas, estou aprofundando mais o papel de docente, especialmente no que se refere à sensibilidade, ao acolhimento e à proposição de práticas pedagógicas diversificadas.
Dessa forma, com o professor, podemos nos distanciar um pouco daquele ensino passivo e aprender um pouco mais com o outro. Além de praticar e desenvolver ainda mais nosso senso de companheirismo, pois muitas das atividades dependem de nossa colaboração com o outro. Sinto que sairei dessa cadeira com outra percepção do ser professor e do ser aluno, o que é fundamental para uma futura pedagoga.
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