quinta-feira, 7 de maio de 2026

PRIMEIRO RELATO DOS CICLOS (Camilly Lourenço)

Durante as aulas do primeiro ciclo de Ensino de História e Geografia, realizamos uma atividade que integrou pesquisa, planejamento e prática docente. Para dar início aos ciclos, o professor apresentou a proposta e explicou como as aulas das dinâmicas deveriam acontecer. Essa explicação ocorreu no dia em que levamos um livro de nossa preferência e outro livro de uma biblioteca pública, quando tivemos a manhã livre para ler e associar a leitura aos conteúdos da disciplina. Ao fim, o professor conversou com a turma para expor melhor a proposta e esclarecer o funcionamento dos ciclos. No início, fiquei confusa com a divisão dos dias e das dinâmicas, mas ao longo das explicações e das experiências, passei a compreender melhor esses momentos. Percebi também, ao longo dos dias, o quanto esses momentos, onde temos aulas diferentes e planejadas por nós, são importantes para nossa formação como educadores, pois estimulam a pesquisa, o interesse pelos conteúdos e ajudam a entender o planejamento de uma aula, como o comportamento da turma e as estratégias que podemos utilizar para realizar a aula e envolver todos os alunos.

Durante a aula de estudos, os alunos trouxeram livros que tratavam de História ou Geografia, que ficaram disponíveis para todos. O professor também disponibilizou revistas, principalmente de história. Li um cordel muito interessante e rico sobre a geografia do mundo, com várias rimas e referências a diversos países de forma muito criativa, e também folheei alguns livros que os colegas trouxeram. No entanto, me interessei mais pelas revistas e li uma que abordava a história de Maria Antonieta, além de outras curiosidades históricas. Foi uma manhã tranquila, que estimulou a leitura e a escolha de temas que gostamos para as miniaulas. Ao final, durante o sorteio, tive a sensação de que seria chamada para um dos momentos, e isso de fato aconteceu. Fui sorteada, junto com minha colega Thaiana, para fazer a reflexão ao fim da miniaula, o que me deixou um pouco preocupada, visto que não sabia bem como deveria ser feita, mas também interessada em participar.

A aula seguinte, em uma segunda-feira, começou com uma acolhida feita por Sara e Luís Carlos, que apresentaram um vídeo criativo feito por eles, onde um personagem pedia ajuda para reconstruir mapas. Depois, fomos divididos em três grupos, cada um responsável por um período da história do Brasil: Ditadura, Império ou República. Meu grupo ficou com o Império, e usamos mapas e canetinhas para representar pontos importantes deste período. Em seguida, a atividade proposta por Beatriz e Maria Rebeka deu continuidade ao trabalho, pedindo a construção de uma linha do tempo sobre o período. Esse momento foi bastante interativo, com participação dos colegas e do professor. Também houve perguntas sobre o conteúdo, com a premiação de um bis. Por fim, eu e Thaiana fizemos uma breve reflexão da aula, devido ao pouco tempo que tivemos, onde pedimos que os estudantes exibissem o seu trabalho aos outros grupos e compartilhassem sua experiência. Durante essa experiência, percebi que lembro pouco dos conteúdos de História estudados anteriormente, mesmo sendo uma área que sempre me interessou, o que despertou em mim a vontade de estudar mais a respeito dos conteúdos que meus colegas trouxeram para a aula, e também de refletir sobre formas de ensino que facilitem a aprendizagem como atividades que podem ser planejadas com o propósito de abordar conteúdos de forma produtiva e dinâmica, que envolvam todos os alunos e os incentivem a participar.

Por fim, na terça-feira após a miniaula, ao invés de termos mais uma aula em sala, tivemos a aula de ajuste no MAUC. Achei que seria apenas uma visita como nas outras aulas em que visitamos o museu, mas o professor propôs uma dinâmica diferente em que escrevemos desafios em papéis para serem sorteados por todos, e sempre que terminávamos um desafio, iríamos para outro. Os desafios envolviam observar obras, imitar figuras e registrar imagens e enviar no grupo, e até interagir com outras pessoas, como o professor ou funcionários. Esta dinâmica nos incentivou a nos movimentar e observar com mais atenção e sensibilidade as artes dispostas no museu, além de nos mostrar, mais uma vez, como uma aula mais dinâmica de exploração pode incentivar a curiosidade e o interesse dos alunos.


Escrevendo este relato e refletindo, percebi que essa primeira experiência foi muito significativa para o meu aprendizado e para minha experiência como aluna. No início, me senti ansiosa, principalmente por não saber exatamente como as dinâmicas aconteceriam e por ter sido sorteada para participar da reflexão final. Porém, à medida que as atividades foram se desenvolvendo, fui me sentindo mais tranquila, pois as dinâmicas que trouxeram eram leves e envolventes, isso contribuiu para que eu participasse com mais segurança. Essa vivência me ajudou a compreender e relembrar os conteúdos que os alunos trouxeram, despertando a vontade de estudar mais uma vez o que eu aprendi em história e geografia na escola no passado, além de perceber a importância de criar, como futura professora, ambientes acolhedores e motivadores para os alunos, que os estimulem a criar e a observar as coisas com mais sensibilidade. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário