Nas aulas que vivenciamos ao longo dessas semanas tivemos experiências bastante significativas, que proporcionaram momentos de aprendizagem, reflexão e troca com a turma. Cada encontro trouxe propostas diferentes e nos convidou a perceber a educação e o espaço ao nosso redor de maneira mais atenta e sensível.
Na segunda-feira, dia 11/05, realizamos uma atividade em duplas em que cada estudante precisava levar uma venda. Formei dupla com a Solange, e a proposta consistia em alternar os papéis entre conduzir e ser conduzida. Apesar de a chuva ter atrapalhado um pouco o planejamento inicial, conseguimos realizar a atividade em um jardim de inverno no bloco do curso de Letras. Mesmo com essa adaptação, a experiência foi bastante interessante. Estar vendada fez com que eu percebesse o espaço de outra maneira, valorizando mais os sons, o toque e a confiança na pessoa que estava me guiando. Quando estávamos sem a venda, também era possível observar com mais atenção a responsabilidade de conduzir alguém. A atividade trouxe reflexões importantes sobre confiança, cuidado e percepção, além de mostrar como uma mesma experiência pode ser sentida de formas diferentes a depender do ponto de vista de quem a vivencia.
Na terça-feira da mesma semana, levamos livros para um momento de estudo livre. Foi uma experiência mais tranquila, mas igualmente importante, pois nos permitiu exercitar a autonomia e o contato com a leitura de forma mais espontânea. Esse momento também mostrou como a leitura pode ser um espaço de construção individual do conhecimento, no qual cada pessoa se relaciona com o texto a partir de suas próprias vivências e interesses. Além disso, estar em um ambiente coletivo de estudo reforçou a importância da troca e da convivência acadêmica, percebendo que aprender também acontece nesses momentos mais livres, de observação e aprofundamento pessoal.
Na semana seguinte, tivemos uma aula conjunta formada por três duplas. Iniciamos com uma acolhida em que cada participante compartilhou um lugar da cidade que guarda alguma lembrança marcante, fosse ela boa ou ruim. Esse momento foi muito significativo, pois permitiu conhecer um pouco mais das experiências de cada colega e perceber como os espaços da cidade também carregam memórias e sentidos afetivos diferentes para cada pessoa. Em seguida, na atividade principal, fomos organizadas em grupos e realizamos uma análise sobre a divisão social das classes nos bairros de Fortaleza. A discussão foi bastante importante e necessária, pois possibilitou refletir sobre desigualdade social, acesso aos espaços urbanos e como essas diferenças aparecem de forma concreta na organização da cidade. Foi um momento de ampliar o olhar para a realidade em que vivemos e pensar de forma mais crítica sobre as relações sociais presentes no cotidiano.
De modo geral, essas aulas contribuíram não apenas para a aprendizagem acadêmica, mas também para reflexões pessoais e coletivas, fortalecendo nossa percepção sobre o outro, sobre a cidade e sobre diferentes formas de aprender e interpretar a realidade.
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