sexta-feira, 1 de maio de 2026

PRIMEIRO RELATO - THAIANA VITÓRIA

Ao longo dessas últimas semanas de aula, vivi experiências acadêmicas muito significativas, que contribuíram tanto para minha formação pessoal quanto para minha construção como futura docente. No primeiro dia de estudo em sala, realizamos uma atividade em que cada colega levou dois livros de que gostava. Escolhi levar o livro “Psicologia do Desenvolvimento no Pré-Escolar”, obra que estou lendo atualmente por considerar essencial para minha preparação para o estágio em Educação Infantil, especialmente por buscar compreender melhor o desenvolvimento das crianças entre 2 e 5 anos. Também levei “A Metamorfose”, de Franz Kafka, um livro que me marcou profundamente pela intensidade da narrativa e pelas reflexões que provoca sobre identidade, exclusão e transformação. Foi um momento enriquecedor, pois compartilhar leituras revelou não apenas preferências pessoais, mas também interesses acadêmicos e perspectivas diversas entre os colegas. A manhã passou de forma leve e produtiva, mostrando como a leitura pode ser um instrumento de diálogo e construção coletiva.

Após uma semana sem aulas devido ao feriado, retornamos com a realização de uma miniaula organizada pelos colegas (Sara Letícia, Luís Carlos, Rebeca, Beatriz), que abordou temas como Cartografia, Império Brasileiro, República e Ditadura. A proposta foi dinâmica, bem estruturada e envolvente, especialmente pela forma como conseguiram transformar conteúdos históricos em uma experiência participativa. Ao final, fizeram perguntas em formato de competição, oferecendo um bis como incentivo, o que tornou a revisão ainda mais divertida. Senti entusiasmo durante toda a atividade, pois percebi como metodologias interativas favorecem o engajamento e a aprendizagem. Na reflexão final ( Camilly e eu) colocamos essa experiência reforçou e que em mim foi a importância de pensar práticas pedagógicas que despertem o interesse dos estudantes, rompendo com modelos exclusivamente expositivos e monótonos.

No dia seguinte, participamos de uma visita ao Museu de Arte da Universidade Federal do Ceará (MAUC). Inicialmente, imaginei que seria apenas mais uma visita tradicional, semelhante a outras que já havia realizado. No entanto, fui surpreendida por uma proposta diferenciada: por meio de desafios elaborados e sorteados pelos colegas, a experiência tornou-se muito mais ativa, investigativa e criativa. Realizei diversos desafios ao longo da visita, o que tornou o aprendizado mais significativo e participativo. Essa vivência me fez refletir sobre práticas pedagógicas discutidas em disciplinas anteriores, especialmente sobre metodologias ativas e aprendizagem significativa, defendidas por autores como Vygotsky, ao enfatizar a interação social como elemento central para o desenvolvimento. Percebi, na prática, como estratégias inovadoras podem transformar espaços educativos em ambientes mais envolventes. Como futura professora, essa experiência me inspirou profundamente, e certamente pretendo desenvolver propostas semelhantes com meus futuros alunos, valorizando a participação, a curiosidade e o protagonismo no processo de aprendizagem.

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